CLUBE DO VINIL SP

Clube do Vinil SP: festas, dicas de discos, resenhas, entrevistas e discos do selo a venda.

2 festas essa semana

Essa terça (amanhã) vou rolar uma discotecagem brasileiríssima funkbrothersoul / sambalanço no Beco SP, antes e depois do show da Banda Black Rio especial Tim Maia! Salve Simpatia! Como serei o único DJ da noite vou levar grande parte da minha coleção de Lps e compactos brazucas. Entre outras pedradas vão rolar essas aqui:


Aqui o cartaz:


Link para o evento no Facebook:  http://www.facebook.com/
events/209998069087759/ 


No dia seguinte…


Ja na quarta feira deixo de lado o sambalanço e levo uns garage 60’s no happy hour do Alberta #3. Das 20hs as 23hs vou rolar Lps como esse aqui:

Flyer:



Link para o evento no facebook:  http://www.facebook.com/
events/126835174101528/

Os dois sets vão ser bem diferentes, mas ambos contarão com esse som que, pra quem é frequentador do clube do vinil sp, ja virou um clássico!




até lá!

Primeira festa do ano com OS SKYWALKERS!

Sexta Feira, 6 de janeiro, acontece a primeira festa do Clube do Vinil SP. E vamos começar o ano em alto estilo. Com show de uma banda garge-tropicalista da primeira geração do movimento contracultural Tropitralha da Zona Leste de São Paulo. Estou falando dos incríveis OS SKYWALKERS que ainda por cima vão estrear com nova formação, vai ser o primeiro show com o Alexandre Romera no Farfisa.

Pra quem não sabe, o Romera (aka Alopra) comandava antes as teclas em outra grande banda da Z/L que ja tocou em festas do Clube do Vinil SP: Os Haxixins. Então já viu, ta tudo em casa.

Assista aqui Os Skywalkers com Os Haxixins tocando 7&7’s do love (grande canção que tambem foi regravada pelos Ramones no Acid Eaters) no programa Experimente da Multishow.

Além do show dos Skywalkers Alan (Rock Rocket) e Renata de Bonis comandam as bolachas com Soul, Punk 77, Early Reggae, Garage 60’s, brasilidades em brasa e outras pegadas. E ainda tem mais, o pessoal do Programa Circo Cirquito ( http://programacircocircuito.blogspot.com ) vai fazer um dj set especial Lanny Gordin, só com pedradas que ele gravou, incluindo Arnaud Rodriguez, Eduardo Araújo e esse raríssimo compacto da Suely & Os Kantikus: Que bacana / Esperanto.




Ouvi até dizer que o próprio Lanny foi convidado e vai dar as caras na festa, tomara, pois vai ser imperdível. Segue o Flyer! 



Ingressos:
$20 Porta / $10 Lista / ou $40 Consuma
listaberlin@gmail.com, assunto lista06-01 (válido para emails enviados até as 21h da sexta)

A partir das 23h.
 

Local: Clube Berlin: Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85.
http://www.clubeberlin.com.br 

a busca sem fim pelos pioneiros do punk

É complicado quando as pessoas resolvem fazer uma “descoberta arqueologica musical” e divulgar pra mídia. Porque pra jornalista “emplacar”, eles são obrigados a criar um mote, sendo assim, afirmam coisas que não são necessariamente uma verdade só pra chamar atenção. Sim, eu acho que os Los Saicos são uma ótima banda, acho incrível mesmo inclusive pela data e localidade do surgimento. Podiam simplesmente fazer um documentario dizendo como a banda era legal, as dificuldades de se fazer algo com pouca informação e coisas do gênero. Mas dizer que o punk mundial nasceu com eles no Peru é um pouco de exageiro.




Aquilo que a gente conhece como Punk Rock hoje foram os Ramones que ensinaram pros Pistols, e a inglaterra ensinou pro mundo. Aí a vertente jornalista cabeça aberta pós mate-me por favor começa a dizer que não é bem assim. Com isso o New York Dolls volta a ativa e começa o release da banda dizendo que eles inventaram o punk antes mesmo de o punk existir. Justo tambem. Mas sei lá né, e os Stooges? O Iggy Pop não é o Pai do Punk? e o MC5? e os Sonics que lançaram The Witch em 1964?



Bom dizem que os Los Saicos eram tambem de 64, mas meses antes dos Sonics.



Que paulada!! Eu adoraria dizer que essa maravilhosa banda de um país bizarro da América do Sul é a pioneira do punk. Mas mano, se é assim, o Trashman lançou Surfin Bird em 1963.



Daqui a pouco o pessoal vai estar atribuindo esse título ao Leadbeally, ou então mais provável, a uns pistoleiros desconhecidos mexicanos da década de 20. Sim, vamos descobrir mais bandas interessantes e cheias de atitude, mas não queira inventar uma verdade pra se vangloriar pois o mérito vai ser sempre da banda que fez aquele som, e não seu que a “redescobriu” décadas depois pela internet. 

Antes de me despedir deixo aqui um clássico entre os amantes de garagepunk, tambem de 1963. O mundo redescobriu esse som com o Back From The Grave, mas ninguem saiu dizendo por aí que eles eram os pioneiros do Punk. Talvez porque tenha sido divulgado para o público especializado apenas, talvez porque eles não sejam de um país exótico. Viva Los Saicos, mas agora é hora da vingança dos ratos!


Melhores de 2011 - Essa sexta!

Essa sexta tem o último encontro do Clube do Vinil do ano! Especial melhores de 2011!
As bandas Apolonio e O Terno fizeram shows memoráveis na festa do Clube Do Vinil Sp durante esse ano que passou, então nada melhor do que um repeteco e, desta vez, as duas bandas se apresentarão na mesma noite!
Como sempre teremos discotecagem 100% em vinil, espaço aberto para venda e troca de LPs e 7polegadas… além da nossa banca de disco com novos e usados, gringos e brazukas, clássicos e obscuridades, majors e independentes.

Punk, Soul, Early Reggae 69, Brazukas em Brasa, Dub, Rap, 70’s funk, Garage 60’s e Obscuridades Horripilantes!

Tudo isso no Berlin Estudio E Bar!

Confirme sua presença no facebook:
http://www.facebook.com/events/306118419411742/

O Despertar dos MágicosLoice & os Gnomos“… agradecemos a duda(piano), padula (rítmo) e Tom Zé.”
Acabou de sair pelo selo Vale Verde. Edição limitada, corram enquanto é tempo!

O Despertar dos Mágicos
Loice & os Gnomos
“… agradecemos a duda(piano), padula (rítmo) e Tom Zé.”

Acabou de sair pelo selo Vale Verde. Edição limitada, corram enquanto é tempo!

polvora negra


PÓLVORA NEGRA | Trilha Sonora Original | Alan Feres | LP CV001

No início de 2010 o músico e produtor Alan Feres recebeu o convite do diretor Kapel Furman para fazer a trilha sonora de seu longa metrágem de esteria: Pólvora Negra. Juntos fizeram algumas reuniões em busca de referências e conceitos a serem adotados. A partir daí Alan montou na sala de sua casa um estúdio analógico e iniciou uma bateria de gravaçõesao vivo recebendo visitas de outros amigos músicos e, neste clima, gravaram os temas originais para o filme. A trilha sonora é instrumental e carrega influencias das climatizações de Ry Cooder, das guitarras de Neil Young e do primitivismo do The Cramps; além de doses de psicodelia nordestina influenciadas pelo raríssimo album PAEBIRU de Lula Côrtes e Zé Ramalho. Os temas são frutos de uma longa pesquisa timbrística. Foram gravados ao vivo, mono, em 6 canais no gravador de rolo AKAI com fita magnética 1/4 de polegada, texturizando assim uma sonoridade rústica congruente com o filme.

Participaram das gravações a banda da Paraíba Zefirina Bomba, Rock Rocket, André Zaccarelli, Renata de Bonis e o trio que mais tarde foi batizado de Os Pólvoras Negras, formado por Alan Feres da banda Rock Rocket, Zé Mazzei dos Forgotten Boys e Paulo Soares do Baoba Stereo Club.

 

O Lançamento com o LP da trilha acontece neste domingo dia 30 de outubro na Feira de Discos da Vila Madalena com show da banda Os Pólvoras Negras.




FEIRA DE DISCOS NA VILA MADALENA
30 de outubro (domingo)
Djs: 100% Vinil
Show: Os Pólvoras Negras
Local: Armazém Piola | Rua Aspicuelta 547 
Confirme sua presença:
http://www.facebook.com/event.php?eid=199643500108820 


LP Polvora Negra - Original Sound Track by Alan Feres & Friends by alanferes

quem sabe, sabe.

quem sabe, sabe.

Because you’re young

Depois do Cockney Rejects, Busines e tantas outras bandas do gênero; finalmente chegou a hora do Cock Sparrer se apresentar no Brasil em um único show que aconteceu, obviamente, em São Paulo. Um evento histórico e perigoso, cheio de hinos e clássicos que ja estavam sendo esperados aqui por muito tempo. E quanto mais abanda demorou pra vir, mais pessoas de diferentes estilos foram se apaixonando pelo Cock Sparrer.

Espetáculo a parte

Seria ótimo se eu pudesse aqui comentar apenas sobre o show da porta pra dentro, mas infelizmente as coisas ainda não evoluiram tanto assim em terras tupiniquins. O que não foi surpresa pra ninguem pois a guerrilha urbana ja havia sido anunciada antes na internet e nos rolês, e eu duvido que alguem que curte Cock Sparrer não soubesse do risco que corria ao ir em um show desses. O fato é que todos (eu incluso) pagamos pra ver. Afinal são poucos os que podem pagar uma passagem pra Londres e os assitir no Rebellion Festival, onde Punks e diferentes tipos de Skinheads convivem numa boa. Diga-se de passagem, ja teve uma edição onde os headliners eram Cockney Rejects, Cock Sparrer, 4Skins e Stiff Little Fingers. E, de acordo com relatos de pessoas que estiveram lá, nenhuma briga ocorreu. Eu acho engraçado, todas essas bandas que a gente sonha em ver demoram anos pra vir pra ca (outras nem aparecem) e quando vem acontece esse tipo de coisa. Sendo que os que começaram o movimento no velho mundo, aqueles que gritaram OI! pela primeira vez, aprenderam com os erros do passado e vêem isso como um estilo de vida, cultura, diversão e música.

(Flyer do Rebellion Festival 2008 com atrações Punks e Skins. Paz entre o público. Nesta edição de 2011 o Cock Sparrer tambem tocou no festival e nada aconteceu)

Chegando na Cardeal Arcoverde, próxmio ao Carioca Club, ja avistei um batalhão de mais ou menos 80 cabeças raspadas, bombers e coturnos subindo a rua gritando OI!, ateando fogo em carros e disparando rojão contra os Punks e as subdivizões de Skins comunistas e anarquistas que tem crescido cada vez mais desde que a internet facilitou o acesso a informação. Eu particularmente não me preocupei em descobrir se aqueles que marchavam eram Carecas do ABC, Suburbio, Anauês, Nazis ou outra facção. Apenas corri com minha mulher e me escondi em um estacionamento antes que fosse tarde. Vi algumas cenas e ouvi toda a briga acontecendo. A polícia chegou tarde, muitos ja tinham fugido e as coisas começaram a se acalmar. Logo avistei um cara de cabeça raspada (não sei de que facção) caído, sangrando muito e estribuchando. Bem na minha frente. Pedimos para que ele não se movesse e esperasse o resgate e os primeiros socorros. Vi um jornalista tirando foto dele, foto que depois saiu no site da Folha de São Paulo. A polícia disse ter achado com ele uma faca e o jogou no camburão de uma forma displicente, feito saco de batata. E nessa hora eu pensei: a forma que a polícia lida com um ferido no Brasil é tão errada quanto a forma como a maioria das pessoas entendem o movimento Skinhead aqui. Ainda temos muito o que evoluir.

(foto de Diego Shuda para o Folha Press)

  Vi muitas pessoas que estavam com ingresso na mão desistirem de entrar no Carioca Club e outras ligando para amigos que ainda estavam para chegar alertando-os para não sairem de casa. Ao meu lado um policial e um segurança conversavam e me perguntaram sobre que tipo de show aconteceria no local. Eu não quis botar lenha na fogueira, respondi “show de rock, rock’n’roll” e saí fora. Vi que a fila estava mais amena e fui prestigiar o show.

Enfim, Cock Sparrer

Ao entrar na casa, mas antes ainda da revista, alguns na fila estavam tensos pois viram bem mais de perto do que eu a briga. Alguns punks, que chegaram a participar do confronto, estavam se unindo em grupos de amigos para cuidar da própria segurança e  de suas mulheres. Isso tambem dentro do show, convictos de que punk não pode depender da polícia ou de seguranças. Estavam combinando inclusive de permanecerem todos juntos e longe dos banheiros.

Vendo a situação, consegui com um amigo da organização pulseiras para o camarote.  Para mim e, principalmente, para a minha mulher. Ainda tensos, pegamos umas cervejas e começamos a nos acalmar. A discotecagem acabou e era hora de o show começar. Introdução, sirene na guitarra, um grito “OI! OI!” e Riot Squad (como se o “riot” já não tivesse sido armado do lado de fora da casa).

Logo na sequência eles soltaram Watch Your Back, outro de muitos clássicos que viriam do Shock Troops.  Era impossível ver todos cantando “we don’t wanna fight” e não lembrar do acontecido do lado de fora do show. Até porque essa é uma música que diz “nós não queremos lutar apenas porque é isso que você diz que é pra fazermos. Então tome cuidado quando forem atacar pois nós podemos virar contra vocês”. 

Neste momento o clima dentro da casa ja estava ótmio. Todos cantavam juntos os refrões em uníssono, praticamente se abraçando, como se o público todo fosse amigo de longa data. Das vezes que desci na pista reparei que a paz reinava por lá, e isso foi a prova de que aqueles que vieram para a briga não entraram no show. Apenas foram na porta para arrumar confusão. Muitos vieram inclusive de fora de São Paulo, sem ao menos ingresso na mão. Estilo líder de torcida organizada que fica de costas para o jogo apenas caçando motivo pra treta.

Com certeza nada do que eu possa dizer aqui ou nem mesmo um estudo antropológico sobre o assunto seria capaz explicar melhor a situação do que a música que eles viriam a tocar: Because you’re young. Uma música que o vocalista Colin McFaull dedicou a todos aqueles que tem filhos. E todo o público cantou junto este clássico que traz versos como “Porque você é jovem / afiado como uma navalha (…) Você está sempre convicto, sempre certo / você vê tudo em preto e branco / você nunca da ouvidos a ninguem, porque você é jovem / Porque você é jovem, está dividido entre / Um mundo de ódio e um mundo de sonhos / Tanto pra perder, tanto pra ganhar / tanto pelo que lutar, tanto pra mudar (…) / Você vive sua vida como uma arma carregada / Porque você é jovem”.

E a banda estava afiada, Definitivamente um dos melhores shows de punk rock que vi na minha vida, e não foram poucos. O baterista Steve Bruce, na banda ha praticamente 40 anos, segurou o show todo num rítmo ótimo, com aquelas pratadas no contratempo características dele e sem correr demais (coisa rara em shows de punk rock hoje em dia) o que permitiu a ótima desenvoltura da banda, muito unida e com timbres de guitarras e voz muito parecidos com os discos.

Entre muitos clássicos destaco tambem Tough Guys cujo refrão é “even tough guys need someone some times”, neste momento me emocionei de estar ao lado da minha mulher tomando uma cerveja numa boa e curtindo um show maravilhoso. Principalmente por ter sido logo depois de quase ter feito ela passar por momentos que, nas palavras de um amigo meu punk, foi guerra nas ruas. Assistir a essa música e ver ela feliz foi um contraponto importantíssimo na minha consciência.

Logo foi a hora de tocarem Where Are they Now e deixarem o palco. No bis voltaram com uma música nova (comparada com as outras) chamada Suicide Girls. Na sequência soltaram England Belongs to Me, uma ótima música, mas confesso que me senti um pouco idiota de cantar o refrão que leva o título da canção, sabendo que o  ganguismo ainda reina na contra-cultura do meu país. Logo depois Colin deu um discurso sobre a ótima receptividade do público (ah, se ele soubesse do que rolou la fora), prometeram voltar e encerraram o show maravilhosamente com We’re Comming Back.

Entendendo o Shock Troops:

O Cock SParrer é uma banda britânica que começou em 1972 como uma banda de Pub Rock com resquícios do Glam, quatro anos antes dos Ramones pisarem pela primeira vez na inglaterra e causarem aquele estrago que culminou na explosão do punk inglês em 77 com o Sex Pistos e tantas outras bandas. Inclusive Malcon Mclaren quando deixou de trabalhar com os New Yourk Dolls e foi para Londres chegou a fazer reunião com o Cock Sparrer para os empresariar, o que não aconteceu pois a banda se recusou a cortar e pintar o cabelo (outras fontes que malcon se recusou a pagar uma rodada de cerveja e a banda o chutou). Neste período a gravadora Major Decca os contratou com o intúito de vender muito com essa então nova onda punk que estava estourando, o que não aconteceu e culminou no fim da banda em 1978.  Com isso os integrantes voltaram a trabalhar nas fábricas do suburbio inglês. Após o boom do punk, já nos anos 80, o street punk, OI! e skinhead haviam crescido bastante e foi atribuído ao Cock Sparrer, ao lado de outras bandas, o título de precursores disso tudo. Jovens da geração seguinte usavam camisetas do Cock Sparrer, montavam conjuntos se dizendo influenciados por eles e a banda permanecia inativa. Foi aí que a banda voltou, em 1982, com o álbum mais emblemático de sua carreira. Aquele que muitos desinformados acham ser o primeiro disco da banda: Shock Troops. Essa é a base do show da banda até hoje. O disco mostra um Punk Rock adulto, perigoso e com melodias cativantes. Cheio de alfinetadas na juventude contemporânea deste álbum (Because You’re Young), em rock stars e gravadoras (Take’em All) e até em ícones do punk como Jimmy Pursey do Sham69, Joe Strummer do Clash e Johnny Rotten dos Sex Pistols (Where are They Now?) pois nessa época o Sham69 e os Pistols haviam acabado e tinha sobrado pouco de punk rock no Clash que estava lançando o ultra pop single Rock the Casbah.

O balanço final:

Ao final do show resolvi esperar baixar a poeira. Esperar a multidão sair e voltar numa boa, sem ficar vacilando do lado de fora. E qual foi a minha surpresa ao me deparar com todos cobrindo bocas e narizes com suas blusas, tossindo e saindo correndo as pressas do Carioca Club? A casa usou spray de pimenta para expulsar o público que pagou caro no ingresso pois mais tarde ainda haveria um show do Katinguelê. Me desculpe, mas quer expulsar o público, bota um disco de pagode que vai todo mundo embora, não precisa deixar todo mundo engasgado com olho ardendo.

Lá fora o clima ainda estava tenso, havia pouco policiamento. Saímos da região e continuamos a noite em São Paulo. Quando cheguei em casa vi na internet que um punk de apenas 25 anos havia falecido no confronto. Johni Punk, que cheguei a conhecer bem jovem em rolês ja faz quase 10 anos, morreu com  facadas pelo corpo. Outro cara, provavelmente aquele que vi ser jogado em estado grave com displicência no camburão, estava em coma com traumatismo craniano.

Voltando `a música because you’re young: se eu já achava que 25 anos era pouca idade pra morrer, imagina minha reação quando descobri que o assassino era um nazista de 19.

Daí pra frente a gente ja conhece a história: Mídia sensacionalista chamando punk de nazista, shows de Punk Rock sendo proibidos em São Paulo e punks ganguistas prometendo revanche.

Agenda cheia em setembro!

A agenda está cheia em setembro:

09/09 - Vivendo do Ócio!

AS QUINTAS O Terno CONVIDA:
01/09 - Marcelo Jeneci e Laura Lavieri
08/09 - Tulipa Ruiz e Rafael Castro
15/09 - Mauricio Pereira e Lucinha Turnbull (ex tutti frutti)
22/09 - Irina Neblina e Coro das Cabrocha Linda (garotas suecas)
+Discotecagem 100% em vinil por Alan Feres e Renata De Bonis e banca para troca e venda de LPs e 7”!
Tudo isso no Berlin Estudio E Bar , Rua Conego Vicente Miguel Marino, 85 Barra Funda!A

proxima festa dia 9 de setembro com vivendo do ocio e eletrofan!

“… Na sociedade capitalista, o trabalho está na origem de toda a degenerescência intelectual e de toda a deformação orgânica. Comparem o puro sangue das cavalariças de Rothschild, servido por uma criadagem de bímanos, com a besta pesada das quintas normandas, que lavra a terra, acarreta estrume e leva as colheitas para o celeiro. Observem o nobre selvagem que os missionários do comércio e os comerciantes da religião ainda não corromperam com o cristianismo, a sífilis e o dogma do trabalho, e observem, depois, os nossos miseráveis escravos das máquinas.”
Paul Lafargue, “O Direito À Preguiça”- teorema


Clube do Vinil SP
Data: 9 de setembro 2011 
Bandas: Vivendo do Ócio (BA) e Eletrofan
DJS: Alan (Rock Rocket) e Renata de Bonis
Local: Clube Berlin - R Conego Vicente Miguel Marino 85 - São Paulo - Barra Funda
http://www.clubeberlin.com.br 

 

Poucas coisas me emocionam tanto quanto ver um artista que eu admiro muito homenageando um outro que tambem sou fã incondicional, e que infelizmente se foi.

Impossível por exemplo não conter as lágrimas no show do Paul McCartney durante Here Today, uma música que ele compôs quando John morreu.

E como a veia punk rock sempre pulsa por aqui, fui assistir pela primeira vez os Norte-Irlandeses do Stiff Little Fingers semana passada. Além de clássicos incondicionais como Suspect Device e Alternative Ulster a banda ainda fez a alegria dos maconheiros com covers do Specials e do Bob Marley. Mas nada disso foi novidade pra mim, o que me pegou de surpresa foi quando Jake Burns começou um discurso mais ou menos assim “Todos na vida tem algo ou alguem que o inspiraram profundamente. Um professor, um familiar, um amigo ou uma banda. No meu caso o que deu força pra começar a tocar foi o The Clash, mais especificamente Joe Strummer. Quando ele morreu muitos vieram me entrevistar para perguntar sobre nossa relação. O que eles não sabiam é que na verdade eu pouco o conheci. Claro, ja nos cruzamos muitas vezes na estrada, mas a minha relação com ele era de Fã-ídolo. E esse é um som para Joe Strummer chamado Strummerville”. E foi incrível ouvir pela primeira vez uma música que por ser relativamente nova eu não conhecia, principalmente ao vivo, com todas aquelas melodias lindas caracteristicas do Stiff exatamente na Clash Club. Muito emocionante mesmo. 

Segue aqui a letra:

You lit a flame in my heart 
And it is burning still 
And every time I hear you shout 
It still gives me a thrill 
I can see you up there 
With your right leg pumping 

Goodbye inspiration 
Voice of a generation 
Goodbye Inspiration 
I won’t be playing Strummerville again 

You wore your heart on your sleeve 
With honesty and pride 
You gave me hope,made me believe 
That what I did was right 
You brought out a passion 
That had long been missing 
Yeah you brought out a passion 
That you never stopped giving 


And if music seems mundane 
It’s cos the companies get their own way 
And all the young bands seem to say 
Please turn our rebellion into money 

So thanks for giving me my creed 
I’ll try to stay onside 
Y’or helping me to dare to dream 
After all this time 
Cos I still see you up there 
On a stage and playing 
Yeah I still see you up there 
I still agree with what your saying 

e segue aqui tambem o link para eles tocando essa música ao vivo em são paulo: http://www.youtube.com/watch?v=AWOdt4GihDo 

Punk um dia punk até a morte!

Silvinha arrepiando nos vocais!

Documentário de 50 minutos com o Motörhead!

E não se esqueçam, tem festa do Clube do Vinil SP essa sexta!

ShowCaio Corsalette & Dollar Furado eRamongos. A pegada country rock de Corsalette e sua banda Dollar Furado sai fora do romantismo meloso pra se aproximar do hillbilly macho, alawestern rock, de voz grave e letras simples, fugindo de imagens cafonas. Já Os Ramongos são Johnny Monster (Corações em Fúria), Pablo Marques (Apolônio) e Ricardo Galan fazem releituras de canções dos Ramones em formato acústico com violões e sanfona/baixo.
Discotecagem de Alan & Renata, mandando no soul, garage, punk psicodelia, grooves malditos e brazucas em brasa. Presença da clássica banca de LPs e singles para compra, venda e troca. 

$20 Porta / $10 Lista / $40 Consuma.

A partir das 23h.

Confirme aqui a sua presença:

http://www.facebook.com/event.php?eid=245378508820072